sábado, 17 de dezembro de 2016

Caminhando na Arte |  Evandro Aguiar
Tela produzida em Arraial do Cabo - RJ | 2000 
Díptico em Acrílico sobre tela 70x100cm 

Inspirado em trajetórias contínuas na arte, onde registro as dificuldades e a persistência em um mundo paralelo a realidade em que vivemos. Suas transformações e transcendências nos permitem uma evolução constante e prazerosa diante das novas formas de se fazer arte. A espontaneidade e liberdade ao acaso estão presentes em todo o processo criativo, desde a concepção, sua essência e a busca da verdadeira obra de arte revelada pelos caminhos do desconhecido.      
A composição da obra apresenta-se em um fundo com variações de tons azulados, aplicados com pinceladas e tintas derramadas diretamente da bisnaga, representando o universo desconhecido e a imaterialidade dos objetos em contraponto com as nossas experiências. A intervenção material (consciente) se dá no momento em que piso em um recipiente plástico com gesso acrílico e em seguida começo a caminhar sobre as duas telas, registrando assim, a noção da percepção do consciente e inconsciente durante todo o processo criativo. Uma obra criada totalmente no chão, por influência do artista expressionista abstrato norte-americano, Jackson Pollock.
Estas são as caminhadas subjetivas com narrativas sobre as descobertas das imagens guardadas na mente do artista, uma tentativa de transmitir e registrar o interior (inconsciente) e o exterior (consciente) em uma única imagem. Mesmo sabendo que é uma tarefa impossível de ser realizar, segundo o pintor norte-americano Edward Hopper, considerado o primeiro grande pintor do século XX. Ele assinalou que: "Tantas coisas em arte são expressões do inconsciente que por vezes tenho a impressão que todas as qualidades importantes têm origem no inconsciente e que muito pouco do que é realmente importante é criado pelo espírito consciente. Mas cabe aos psicólogos resolver estas questões." Entretanto, o fundador da psicanálise Sigmund Freud já havia relatado a um amigo acerca destas percepções em uma das suas obras mais célebres, "O Mal-estar da Civilização", em que ele responde ao amigo sobre um pequeno escrito através da seguinte observação: "Não é fácil estudar cientificamente os sentimentos".
As melhores viagens são aquelas que guardamos em nossas mentes. Estas são trajetórias incursivas e únicas que vivemos durante o percurso de quaisquer experiências de viagens, físicas ou imaginárias. Ficar atento em tudo a sua volta e organizar os fragmentos dos acontecimentos em todo o aprendizado e perceber o valor dos lugares por onde passar, pois, o resultado do percurso que se faz e vivencia na viagem, somam-se aos conhecimentos adquiridos para trilhar em direção ao lugar em que objetiva-se alcançar. Olhar sempre à frente, e, ter forças necessárias para não esmorecer com as dificuldades que ocasionalmente aparecem. Ao final da trajetória estará a vitória e a realização dos sonhos. Mesmo que ainda não tenhamos a certeza do caminho a ser percorrido, mas, a intenção é fazer tudo que achar certo e de coração aberto para desviar dos obstáculos. Sabendo que, para realizar nossos sonhos, primeiramente precisamos estar acordados.

Assim, continuo a buscar resultados nas artes através dos diferentes caminhos, ora ao acaso, ora traçados pelas circunstâncias momentâneas que a vida nos presenteia, nesta linda nave terrestre habitada por diferentes espécies. Entre eles, os seres humanos que são capazes de tentar interpretar os variados mistérios deste "admirável mundo novo".



Informações:
evandroaguiar.art@gmail.com




Evandro Aguiar

Artista Plástico | Designer | Publicitário com MBA em Marketing e Comunicação Empresarial


gravuras com certificados de autenticidade:


Minhas caminhadas na Praia Grande 
Arraial do Cabo | Rio de Janeiro - Brasil



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Indústria Cultural: Sociedade, Arte e Consumo | Evandro Aguiar